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Chances de título do Palmeiras vão a 99,9%. Veja probabilidade de cada time para título, Libertadores e rebaixamento

Com 69 pontos, 20 vitórias e saldo de 31 gols, o Palmeiras viaja para enfrentar o Cruzeiro na última rodada com um potencial de 99,92% para confirmar a conquista do título. O Cruzeiro já se garantiu na Série A.

Palmeiras 1 x 0 Fluminense | Melhores momentos | 37ª Rodada do Campeonato Brasileiro

Atlético-MG ainda tem 0,08% de chances de ser campeão, dependendo de uma combinação improvável de resultados: o Palmeiras precisa perder pela maior diferença possível de gols, e o Atlético-MG, golear o Bahia para tirar uma diferença de oito gols de desvantagem no saldo de gols.

 — Foto: Infoesporte

Flamengo também tem três pontos a menos que o Palmeiras, mas a diferença no saldo de gols é de 16 gols, e o Flamengo enfrenta fora de casa o São Paulo na última rodada.

Chances de título no Brasileirão

Após a 37ª rodada Título
Palmeiras 99,92%
Atlético-MG 0,08%
Flamengo <0,01%

Chances de permanecer na Série A

 

Com a derrota fora de casa para o América-MG, as chances de o Bahia permanecer na Série A no ano que vem caíram de 56,30% para 35,54%. Como consequência, os potenciais de Santos e Vasco cresceram, apesar de também terem perdido fora de casa na rodada. Na próxima rodada, o Bahia recebe o Atlético-MG, que ainda tem chance de ser campeão.

 — Foto: Infoesporte

— Foto: Infoesporte

Santos tinha 78,28% de chances de seguir na Série A em 2024, que agora subiram para 90.07%. Na próxima rodada, o Santos recebe o Fortaleza. O potencial de o Vasco ficar na Série A estava em 67,49%, mas agora subiu para 74,39%. Na quarta-feira, o Vasco recebe o Bragantino.

Chances de permanecer na Série A

Após a 37ª rodada Permanência
Santos 90,07%
Vasco 74,39%
Bahia 35,54%
América-MG (rebaixado) 0
Coritiba (rebaixado) 0
Goiás (rebaixado) 0

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, analisamos todas as finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 4.169 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013, que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes no ataque e na defesa a partir da expectativa de gol (xG), métrica consolidada internacionalmente. Os dados ajudam a calcular as chances de cada equipe vencer os jogos restantes, fazendo 10 mil simulações para cada partida a ser disputada, o que resulta nos percentuais do quadro abaixo. A metodologia empregada está explicada no final do texto.

Chances de Libertadores

 

Palmeiras x Fluminense, arredores do Allianz Parque — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras x Fluminense, arredores do Allianz Parque — Foto: Marcos Ribolli

Com o Palmeiras já garantido na fase de grupos da Libertadores do ano que vem, quatro equipes disputam três vagas diretas, que evitam a necessidade de disputar logo no início da temporada partidas eliminatórias, que mudam o planejamento dos clubes: Atlético-MGFlamengoGrêmio e Botafogo disputam essas três vagas. O Bragantino já está garantido como uma das duas equipes que disputarão as seletivas.

Chances de G-4 após a rodada 37 — Foto: Infoesporte

Chances de G-4 após a rodada 37 — Foto: Infoesporte

Atlético-MG tinha 84,95% de chances de terminar o Brasileirão no G-4 e agora tem 96,40%. O Flamengo estava com potencial de 72,31% de G-4 e agora está com 94,79%, enquanto o Grêmio aumentou suas probabilidades de ir diretamente para a fase de grupos de 58,91% para 88,15%.

Botafogo não conseguiu derrotar em casa o Cruzeiro e, com isso, suas chances de G-4 diminuíram de 73,16% para 20,66%.

Chances de Libertadores

Após a 37ª rodada G-4 G-6
Palmeiras 100% 100%
Atlético-MG 96,40% 100%
Flamengo 94,79% 100%
Grêmio 88,15% 100%
Botafogo 20,66% 100%
Bragantino 0 100%

Metodologia

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de “Gols Esperados” ou “Expectativa de Gols” (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 4.169 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013.

As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Gabriel Leonan, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Valmir Storti e Victor Gama.

Por Rodrigo Breves e Valmir Storti — Rio de Janeiro

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