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Luciana confia em Olimpíada para coroar volta por cima na carreira
Quarta, 07 de Abril de 2021 - 06:52:59
Da redação
Luciana confia em Olimpíada para coroar volta por cima na carreira
foto divulgação

Aos 33 anos, Luciana é uma das jogadoras mais experientes da seleção brasileira de futebol feminino reunida na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). No currículo, estão participações na Copa América, Jogos Pan-Americanos e na Copa do Mundo de 2015. 

As grandes atuações pela Ferroviária, brilhando nas conquistas da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro em 2019 e, mais recentemente, da Libertadores, colocaram a goleira novamente na mira da técnica Pia Sundhage para quem sabe, chegar à primeira Olimpíada da carreira , em Tóquio (Japão)."Vou dar o meu máximo, não só na seleção, mas no meu clube também, pois, jogando bem, somos observadas com afinco. A Pia ainda não definiu como goleiras, então, se a vaga estiver aberta, vou me esforçar para ficar entre as duas escolhidas para a Olimpíada ", disse Luciana em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira (6).

Apesar de Bárbara (Avaí / Kindermann) ser a goleira mais usada desde que Pia iniciada o trabalho na seleção, em agosto de 2019, uma técnica testou nomes como Lelê (Benfica, de Portugal) e Aline Reis (Tenerife, Espanha), além da própria Luciana. 

A camisa 1 da Ferroviária foi chamada para os amistosos contra o México, em dezembro de 2019, atuando na goleada por 4 a 0, em Araraquara (SP), e por um período de treinos na Granja Comary, em setembro do ano passado, que reuniu apenas jogadores do Campeonato Brasileiro.

Ir a Tóquio consagraria a volta por cima na carreira de Luciana. Há seis anos, a goleira falhou no gol que decretou a derrota por 1 a 0 para a Austrália, que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, disputada no Canadá. 

Em 2016 acabou fora das convocadas pelo então técnico Vadão para a Olimpíada do Rio de Janeiro. O peso das críticas fez a camisa 1 repensar a vida no futebol. A resposta foi dada em campo.

"Aquele ano foi muito difícil para mim. Depois desse episódio, penso em parar de jogar. Doeu muito. Mas trabalhei bastante e continuo trabalhando forte para jogar em alto nível, independente de estar convocada ou não. Consegui voltar para representar bem o Brasil e quem sabe ir a Tóquio ", destacou a goleira.

Nova geração

Se Luciana pode ter a última chance de disputar uma Olimpíada, Vic Albuquerque faz parte da nova geração do futebol feminino brasileiro. A atacante do Corinthians é observado não só pensando em Tóquio, mas também na Copa do Mundo de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, e nos Jogos de Paris (França), em 2024.

Os torneios contemplam a duração do vínculo de Pia com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)."Estou preparada e trabalhando muito para estar na equipe da próxima Olimpíada, mas tenho noção de que, pela minha idade, posso estar nos planos para o futuro e também fico muito feliz com isso. Independente de agora ou mais para frente, meu trabalho é permanecer aqui e trazer as coisas boas para seleção ", afirmou Vic, de 23 anos, também em entrevista coletiva por videoconferência.

A corintiana não é a única da nova safra brasileira no grupo reunido na Granja Comary. A goleira Nicole (Napoli-SC), a zagueira Tainara (Palmeiras) e as meias Vanessinha (Cruzeiro), Jaqueline (São Paulo) e Julia Bianchi (Palmeiras) são outras jovens de, no máximo, 23 anos, presentes na convocação de Pia . 

Com uma seleção feminina impossibilitada de realizar amistosos na Europa por conta do estágio da pandemia do novo coronavírus (covid-19), uma treinadora priorizou atletas que atuam no Brasil para os treinos em Teresópolis. 

Somente a zagueira Rafaelle (Changchun, da China) e a meia Andressa Alves (Roma, da Itália) jogam no exterior entre 26 jogadores.

"A gente acompanha o futebol das meninas lá fora e tudo que elas têm entregado em campo. O futebol tem evoluído muito no Brasil, muitas atletas que estavam para voltaram para cá, porque sabem dessa evolução ". 

"Elas [jogadores do exterior] não estão neste momento por conta da pandemia, mas a gente se ajuda. Quando temos a oportunidade, nós aproveitamos. Quando elas têm, também aproveitam. É disso que se faz a seleção. Uma ajudando a outra para conseguirmos o maior objetivo, que é o ouro olímpico ", concluiu Vic.

Fonte: Agência Brasil
Post de: Lucimar Bulhões
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